sábado, 9 de maio de 2009

Crime que não é crime

A luta contra a pirataria se tornou uma das ações mais popularizadas nas sociedades atuais. Propagandas contra esse crime que cresce no país são feitas constantemente a fim de conscientizar a população dos prejuízos com a compra de uma mercadoria falsa.

Verificadas facilmente em qualquer DVD, na televisão e no cinema, os meios utilizados para difundir essa conscientização abrangem boa parte da população, mas é possível observar que não surge grande efeito.

As pessoas continuam adquirindo produtos falsos e, seja pelo fato da pirataria ter se tornado um tráfico aceito com naturalidade, ou por causar prejuízos indiretos aos governantes, a preocupação contra esse esquema não se limita mais às gravadoras de CDs e às produtoras de filmes.

Nos últimos tempos, os governos estão dando especial atenção ao assunto. Na verdade, o investimento em campanhas contra esse crime ainda é baixo, mas ainda assim é um passo importante.

A pirataria pode ser explicada pelo fato do acesso à cultura nunca ter sido barato no Brasil. Comprar CDs e filmes originais, por melhores que fossem, sempre foi um custo muito elevado para o padrão de vida dos brasileiros.

É através de produtos falsos que grande parte das pessoas tem acesso àquilo que o seu baixo poder aquisitivo não permite. Comprar a mesma mercadoria por, muitas vezes, 1/3 do preço da original, se tornou corriqueiro.

Vale ressaltar também que não são apenas os considerados pobres que compram mercadorias piratas. Há pessoas da classe média e empresas que utilizam desse artifício para não gastar muito e manter o alto padrão de vida.

Investir em campanhas contra a pirataria hoje, embora seja fundamental, não é o suficiente. Para resolver essa questão é preciso que o governo tenha consciência de que é necessária toda uma reeducação da sociedade para que esta identifique o ato como um crime.

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