Entrou hoje em vigor a lei estadual paulista que proíbe o fumo em lugares fechados de uso coletivo em todo o Estado de São Paulo. Agora, fumar só é permitido ao ar livre, dentro do próprio carro ou em casa. Estabelecimentos como restaurantes, bares e danceterias - lugares fechados e que até então podiam permitir cigarros acesos - estão na lista da restrição. A lei nº 13.541 extingue também os fumódromos e as áreas de fumantes.
Já no primeiro minuto da madrugada desta sexta-feira, fiscais concentrados em bairros como Vila Olímpia, Itaim Bibi e Vila Madalena, fizeram as primeiras inspeções em bares e boates. Bairros fora do centro expandido da capital, como Freguesia do Ó e Guaianazes, também tiveram seus estabelecimentos fiscalizados.
A lei antifumo, que já vigora em cidades como Paris, Buenos Aires e Nova York, acompanha as tendências mundiais do combate ao tabagismo e, principalmente, ao fumo passivo. Criticada por uns e elogiadas por outros, a lei visa evitar que não fumantes sejam prejudicados pela fumaça exalada pelo cigarro.
Antes de discutir a liberdade que cada um tem em fazer o que quiser, vale lembrar que os males causados pelo tabagismo é uma questão de saúde pública. A poluição resultante da fumaça do cigarro tem três vezes mais nicotina e monóxido de carbono e, portanto, quem não opta por fumar, deve ter o seu direito respeitado.
Ao invés dos fumantes, inconformados de não poderem fumar nem nos bares, fazerem críticas às autoridades, esclareço que cabe justamente à ela, sob o ponto de vista sanitário, assegurar que os estabelecimentos apresentem boas condições de higiene e saúde para evitar que as pessoas fiquem doentes.
Se ninguém gosta de lugares com esgoto a céu aberto ou a presença de pragas urbanas como ratos e baratas, que são nocivos à saúde, não vejo por que uma lei que visa evitar a exposição à fumaça do cigarro, altamente prejudicial à saúde, pode ser criticada. Apoio a medida e deixo aqui os meus sinceros agradecimentos ao governador José Serra (PSDB).
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