O Plano Nacional de Direitos Humanos do governo Lula ainda vai dá o que falar. Logo quando foi lançado, em 21 de dezembro, recebeu críticas dos comandantes militares por causa da proposta de criação de uma comissão da verdade a fim de apurar as circunstâncias dos crimes ocorridos durante a ditadura. Agora, como já era de se esperar, é a vez da Igreja Católica bater no governo.
O descontentamento dos religiosos se dá em razão de quatro artigos do documento, que propõem ações coordenadas de governo a fim de descriminalizar o aborto, proibir a ostentação de símbolos religiosos em órgãos públicos e permitir a união civil de homossexuais, bem como o direito à adoção.
Bispos, padres e católicos reagiram tão contrariamente ao plano quanto os militares. A defessa de tais artigos chega a ser ofensiva para a Igreja, que condena veementemente a aprovação de tais práticas. O bispo d. José Simão chegou a afirmar que a iniciativa é uma atitude arbitrária e antidemocrática do governo Lula.
A situação não é nada boa e ainda deve gerar muitas discussões. Órgãos como a Federação Paulista dos Movimentos em Defesa da Vida defendem que o assunto seja colocado em debate a fim de conscientizar a população acerca das medidas do plano.
Vamos ver como Lula irá administrar a questão. Vale lembrar que logo quando as ideias do programa foram lançadas, os comandantes das Forças Armadas colocarem os seus cargos à disposição. Talvez o presidente não tenha se importado muito com isso, mas seus eleitores católicos na certa não esquecerão.
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